Basílica de São João de Latrão

Basílica de São João de Latrão

A Basílica de São João de Latrão (em italiano: San Giovanni in Laterano), localizada na praça de mesmo nome em Roma, é a Catedral do Bispo de Roma: o Papa. Seu nome oficial é Archibasilica Sanctissimi Salvatoris (Arquibasílica do Santíssimo Salvador) e é considerada a “mãe” de todas as igrejas do mundo.

A Igreja católica decidiu dedicar-lhe todos os anos o dia santo de 9 de Novembro, como forma de celebrar a unidade e o respeito para com a Sé Romana.

Como catedral da Diocese de Roma, contém o trono papal (Cathedra Romana), o que a coloca acima de todas as igrejas do mundo, inclusive da Basílica de São Pedro. Tem o título honorífico de Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput (Mãe e Cabeça de todas as Igrejas de Roma e do Mundo).

É uma das quatro basílicas patriarcais de Roma. As três outras, também caracterizadas com uma Porta Santa e um Altar Papal, são:

  • a Basílica Vaticana, que manifesta a igreja apostólica fundada sobre o apóstolo Pedro;
  • a Basílica Ostiense, que manifesta a igreja católica fundada sobre a missão de Paulo;
  • a Basílica Liberiana, ou Mariana que manifesta a igreja santa gerada com Cristo de Maria.

Vinte e um papas da Igreja Católica estão sepultados na Basílica de São João de Latrão

História

O local onde se encontra a Basílica de São João de Latrão foi ocupado durante o Império Romano pelos gens Lateranos. Os Lateranos serviram como administradores para diversos imperadores; Sexto Laterano foi o primeiro plebeu a ser designado cônsul. Um dos Lateranos, também designado cônsul, Pláucio Laterano, ficou famoso por ter sido acusado por Nero de conspiração contra o imperador: acusação que resultou em confisco e distribuição de suas propriedades por volta do ano 60 d.C.

Juvenal menciona o palácio, e fala que era dotado de alguma magnificência, regiæ ædes Lateranorum. Algum resquício das construções originais ainda resistem nos muros da cidade exteriormente à Porta de São João e um largo corredor, decorado com pinturas, foram descobertos no século XVIII junto à basílica, atrás da Capela Lancellotti. Outros traços, menos significantes, apareceram durante escavações feitas em 1880, quando obras de ampliação estavam em andamento.

No ano de 161, Marco Aurélio construiu ali um palácio. Em 226, Septímio Severo devolveu uma parte das propriedades dos Lateranos. Não se sabe se incluiu o palácio. Sabe-se que o Palácio Laterano encontrava-se em posse do imperador Constantino I enquanto casado com sua segunda esposa, Fausta, irmã de Magêncio. Ficou conhecido na época como “Domus Faustae”, ou “Casa de Fausta,” e, posteriormente foi doado ao bispo de Roma por Constantino. A data precisa da doação é desconhecida, mas os estudiosos acreditam que tenha sido durante o pontificado do Papa Melquíades, em tempo de hospedar um sínodo dos bispos em 313, realizado com o intuito de combater o Donatismo.

Via




Não há comentários

Adicione o seu