Basílica de São Paulo Extramuros

Basílica de São Paulo Extramuros – Modelo 3D

A Basílica de São Paulo Extramuros é, em dimensões, a segunda maior basílica católica de Roma, só superada pela Basílica de São Pedro na Cidade do Vaticano. É uma das quatro basílicas patriarcais.

O Arcebispo Francesco Monterisi, Núncio Apostólico Emérito da Itália, é o atual Arcipreste da basílica, nomeado em 2009, pelo Papa Bento XVI.

História

A Basílica de São Paulo Extramuros localiza-se ao longo da Via Ostiense, próximo à margem esquerda do Tibre e a aproximadamente 2 km da Muralha Aureliana, saindo pela Porta São Paulo, resultando o nome: fuori le mura (fora do muros, extra-muro).

No local onde foi erguida a basílica, reza a tradição, é onde o Apóstolo Paulo, ao qual é dedicada a igreja, foi sepultado, e o túmulo do santo se encontra debaixo do altar maior, dito altar papal. Por esta razão houve, ao longo dos séculos, um grande movimento de peregrinação. A partir do século XIII, data do primeiro Ano Santo, faz parte do itinerário jubilar para obter-se indulgência e ver celebrar a abertura da Porta Santa.

A construção que tem 131,66 m de comprimento, 65 m de largura e 29,70 m de altura, é imponente e representa pela grandeza a segunda dentre as quatro basílicas patriarcais de Roma. A atual basílica é uma reconstrução do século XVIII da antiga basílica paleocristã do tempo de Constantino.

A basílica, e todo o complexo anexo, como o claustro e o mosteiro, não fazem parte da República Italiana, mas são propriedades da Santa Sé.

Túmulo de São Paulo

Desde 2002 foram efetuadas escavações arqueológicas na basílica que em 2006 encontraram um túmulo de baixo do altar-mor da basílica.

O túmulo – que já em 390 acreditava-se ser de São Paulo – tem inscrita a frase “PAULO APOSTOLO MART” (Paulo, apóstolo mártir), apresenta uma abertura e foi encontrado entre os dois templos que foram construídos um sobre o outro.

A sepultura do apóstolo deverá ser exposta na Basílica. O Papa Bento XVI autorizou o estudo científico do achado. Apesar de não ter sido aberto, foi feito um pequeno orifício e as investigações feitas com a ajuda de uma microcâmara, que recolheu várias partículas e fragmentos, confirmam tratar-se de um túmulo datado dos séculos I e II.

O exame do carbono 14 a fragmentos de osso confirmou que se trata de uma pessoa que viveu entre o século I e II, tendo o papa referido que “isso parece confirmar a tradição unânime e incontestável de que se trata dos restos mortais do Apóstolo Paulo”.

Via




 

Não há comentários

Adicione o seu