Homenagem a Marco Simoncelli

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Homenagem a Marco Simoncelli

Acidente

Marco Simoncelli – Em 23 de Outubro de 2011, durante o Grande Prêmio da Malásia, Marco Simoncelli foi vítima de um acidente fatal.

Durante a segunda volta o piloto perdeu o controle da sua Honda e, em uma tentativa de permanecer na sela, acabou cortando transversalmente a pista e sendo atingido pelos pilotos que o seguiam, Colin Edwards e Valentino Rossi, que não tinham nenhuma forma de evitar o impacto que foi tão violento que Marco Simoncelli teve seu capacete arrancado.

Sua morte se deu como resultado de lesões relatadas na cabeça, pescoço e peito.

Homenagem

Antes do Grande Prêmio de Valência, foi realizada uma bonita homenagem ao piloto italiano. O americano Kevin Schwantz, que era ídolo e amigo pessoal de Simoncelli liderou o tributo pilotando pela última vez a moto Honda RC 212 do italiano em uma volta no circuito que contou com a participação de todos os pilotos das três categorias da MotoGP.

Carreira

A carreira de Marco Simoncelli começou nas micro-motos. Foi vice-campeão italiano em1996 e apesar do tamanho, seguiu nas mini-motos até 2000, conquistando dois títulos nacionais. No ano seguinte, ele passou a competir na classe 125cc, foi campeão italiano e venceu o campeonato europeu em 2002, ano em que estreou no Mundial, com uma 13ª posição no Grande Prêmio de Portugal.

Em 2004, os resultados foram muitos melhores: duas poles e a primeira vitória, debaixo de chuva no GP da Espanha, em Jerez de La Fronteira. Pouca sorte e muitos tombos o deixaram em 11º no ranking da temporada. Em 2005 ele subiu para 5º, com seis pódios e uma vitória.A primeira temporada completa foi em 2003, com Aprilia, marcando pontos em seis corridas e culminando com um 4º lugar no GP de valência.

A boa campanha resultou em uma promoção para as 250cc em 2006, na equipe Gilera, mas a moto não ajudava e ele ficou em 10º no Mundial por dois anos consecutivos.

Marco Simoncelli - Homenagem

A temporada 2008 havia começado e a Gilera continuava lenta, mas Marco estava disposto a tudo para mostrar o seu valor. Depois de problemas no Catar, vieram dois segundos lugares (Portugal e China) e uma corrida eletrizante na Itália.

Na magica pista Mugello, depois de ultrapassagens e encontrões com os rivais espanhões Álvaro Bautista e Hector Barberá, Simoncelli chegou ao degrau mais alto do pódio pela primeira vêz na categoria. A festa em casa foi tamanha que os dirigentes da equipe enfim conseguiram uma moto competitiva para a final da temporada. Simoncelli retribuiu com mais cinco vitórias e dez pódios, comquistando o título mundial com o 3º lugar em Sepang, mesma pista do acidente fatal de 2011.

Pouco antes do início da temporada 2009 Marco aprontou das suas, se machucou em um treino de moto-cross com o amigo valentino Rossi e perdeu as duas primeiras etapas do mundial. Mesmo assim, o cabeludo conseguiu seis vitórias e dez pódios, perdendo o título para Hiroshi Aoyama na ultima etapa do Mundial, despois de um tombo quando liderava.

O ex-campeão da 125cc Fausto Grecini o convidou para integrar a equipe satélite da Honda na MotoGP. O primeiro ano foi confuso, com muitos tombos e uma 4ª coloção em Portugal como melhor resultado. Simoncelli tinha tal obstinação em acelerar tudo que parecia não medir as consequências dos próprios atos.

Essa vontade alucinada de vencer chamou a atenção da Honda, que ofereceu ao Gresini uma moto de fábrica para Simoncelli, com despesas pagas. O piloto sabia que 2011 era tempo de decisão, colocou a faca entre os dentes e partiu para a caça ao título mundial.

Quinto no Catar; tombo na Espanha quando liderava; discussão com Lorenzo e três tombos em Portugal; a polêmica trombada com Dani Pedrosa, na França, que quebrou a clavícula e perdeu a chace de brigar pelo campeonato…Criticado por alguns e amado por muitos, Simoncelli seguiu com sua estratégia vai-ou-cai; de pole a 6º colocado no GP da Catalunha; tombo na Inglaterra quando estava em 2º e tombo levando Lorenzo junto na Holanda, resultados opacos até o 3º lugar na República Checa, primeiro pódio na MotoGP.

Se enganou quem esperava que depois do champanhe checo Marco acertaria o passo. Uma série de quartos lugares o seguiu até a famosa pista australiana de Phillip Island, onde depois de três tombos na mesma curva durante os treinos, Simoncelli andou muito bem e voltou ao pódio, em uma inédita 2º colocação, atrás apenas do herói local Casey Stoner, imbatível em casa a cinco anos e novo campeão do mundo da MotoGP.

No domingo seguinte, na pista de Sepang que lhe dera o título das 250cc três anos antes, treinou bem e estava feliz no grid de largada da ultima corrida da vida dele. Este é o resumo profissional do extravagante Marco Simoncelli, um piloto que preferia o campo às grandes cidades, priorizava a paixão sobre a razão, ouvir em vez de falar.

Agressivo e veloz dentro da pista, simples, sincero e brincalhão fora dela. Simoncelli deixa saudades em uma legião de fãs. O craque italiano das pistas morreu do jeito que sempre viveu: em alta velocidade.

Pesquisa: Wikipédia e site oficial de Simoncelli

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