Tireoide e a Alimentação

Tireoide e a Alimentação

E quem já não ouviu ‘estou gordinha (o) porque tenho hipotireoidismo’? Algumas pessoas concluem que, se desenvolvem problema na tireoide, ficarão para sempre acima do peso. Então, tirarei algumas dúvidas aqui.

A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço. A sua principal função é produzir os hormônios tireoidianos: T3 e T4. A tireoide produz principalmente o T4 e este é transformado em T3, que é o hormônio ativo e se liga aos receptores das nossas células estimulando o funcionamento delas. O hormônio tireoidiano age em praticamente todos os órgãos, estimulando várias funções, como se fosse à gasolina do corpo humano. Ele controla os batimentos cardíacos, controla os movimentos peristálticos do intestino, é responsável também pela manutenção da temperatura corporal, humor, memória e outras funções cognitivas, age também no osso, músculo entre outras variadas funções.

Tireoide e a Alimentação

Há muito tempo o maior problema relacionado com a tireoide era o Bócio endêmico, por falta de iodo. Hoje, no Brasil é muito raro encontrar essa doença, devido à implementação do iodo no sal de cozinha há mais de uma década.

Mas hoje o que preocupa a população é que a tireoide pode ter dois tipos de disfunção: o hipotireoidismo, quando funciona menos do que o necessário; e o hipertireoidismo, que é quando a glândula produz hormônios de forma excessiva. Essas disfunções são geneticamente herdadas.

No hipotireoidismo há sim um ganho de peso, mas é muito pequeno, em torno de 2 a 3 kg, por causa da doença em si. Se houver um ganho de peso maior, deve-se principalmente a falta de exercícios físicos e má alimentação. Já no hipertireoidismo, o paciente emagrece, pois ocorre um aumento do metabolismo e gasto energético.

Mas essas disfunções causam alteração transitória de peso enquanto o indivíduo não está sendo tratado. Uma vez que está recebendo o tratamento adequado, o peso fica independente da doença, devendo-se somente aos hábitos do indivíduo.

Especialistas descrevem os principais sinais e sintomas dessas doenças.

Hipotireoidismo:

- Alteração no humor como desânimo e até depressão;

- Memória comprometida;

- Distúrbio do sono;

- Pele seca;

- Queda de cabelo;

- Intolerância ao frio (sente mais frio que o normal);

- Pálpebras, pernas e mãos inchadas;

- Obstipação;

- Nas mulheres pode haver alteração no ciclo menstrual e em ambos os sexos pode haver diminuição da libido.

Hipertireoidismo:

- Agitação;

- Irritabilidade;

- Insônia;

- Cabelos finos e unhas quebradiças;

- Intolerância ao calor (sente mais calor do que o normal);

- Aumento da frequência de evacuações, podendo ter diarreia;

- Alteração no ciclo menstrual (diminuição do intervalo e alteração de fluxo);

- Taquicardia e tremor das mãos.

Se este não tratado, ainda em longo prazo, pode causar consequências mais graves, como arritmias cardíacas, etc.

E o que a nutrição pode ajudar? 

Bom, primeiramente que, evitar alguma alteração da tireoide é um pouco complexo, pois é mais carga genética mesmo, mas alguns alimentos favorecem o bom funcionamento da glândula, podendo evitar que surja algum comprometimento dela. São eles: iodo – encontrado no sal de cozinha e frutos do mar; o selênio – encontrado em castanhas, nozes e carne vermelha; o magnésio – encontrado em cereais integrais, amêndoa, avelã, frutos do mar e aves; vitamina C – encontrada na acerola, limão, laranja, goiaba, etc.; e a vitamina D, sendo a gema do ovo uma boa fonte, lembrando que a vitamina D só é ativada no nosso corpo em contato com o sol, por isso, pegar sol é fundamental!

Em casos que a doença já se manifestou, o ômega 3 e o selênio serão fundamentais nesse processo. Além de ser crucial cuidar muito bem do intestino e desintoxicar o fígado, pois este, sobrecarregado de toxinas, fumaça, poluição, uso de agrotóxicos entre outras sobrecargas, não será capaz de fazer um bom trabalho, o que pode acarretar na incapacidade de converter o hormônio T4 em T3.

Vale lembrar que se deve sempre ter um equilíbrio desses nutrientes, pois o excesso também pode acarretar em alguns problemas.

Procure um nutricionista, ele saberá indicar as quantidades certas para prevenção e/ou tratamento.




2 comentários

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  1. Paula

    Eu tenho hipotireoidismo, e mesmo controlado ainda tenho os sintomas citados, mas não é tão grave e eu consigo viver tranquilamente com isso. Mas é claro que eu tenho que tomar medicamento todos os dias e já estou tomando faz 3 ou 4 anos.


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