Adolescente cria biocombustível renovável de algas embaixo da cama

Adolescente cria biocombustível sustentável e renovável de algas embaixo da cama

No que é essencialmente uma feira de ciências extravagante patrocinada pela Intel, mais de 1.700 alunos da High School apresentam seus projetos a cada ano, a fim de não só ser coroado o mais novo cientista dos EUA, mas também ter a chance de ganhar $100.000. Este ano, Sara Volz sagrou-se vencedora, e levou para casa, além do prêmio de $100.000, uma bolsa de estudo de quatro anos, tudo graças a seu eficiente laboratório de biocombustível à base de algas – que ela criou em seu quarto.

A Science Talent Search existe há 70 anos, a Intel pulou a bordo como patrocinadora em 1998. Desde o início da competição, sete participantes ganharam o Prêmio Nobel, e onze ganharam bolsas da MacArthur Foundation. Até 30 finalistas recebem uma bolsa monetária, com o primeiro lugar levando para casa $100.000, o segundo lugar levando para casa $75.000, e o terceiro lugar no ranking $50.000. Este ano, com 17 anos de idade, a estudante de Colorado Springs Sara Volz venceu ao apresentar o projeto onde explorou se as algas podem se tornar uma forma economicamente viável de biocombustível. Como qualquer boa escola ou projeto de faculdade, ela desenvolveu a maior parte do sistema em seu quarto, debaixo da cama.

Adolescente cria biocombustível sustentável e renovável de algas embaixo da camaAlgas foram escolhidas como o alvo porque elas produzem um óleo que pode ser usado como combustível sustentável. O combustível à base de algas também passa a ser renovável, pois as algas podem continuar produzindo. No entanto, biocombustíveis à base de algas podem ser extremamente caros, e é difícil discernir quais os organismos estão produzindo grandes quantidades de combustível. Localizar a fonte das maiores quantidades de combustível que estão sendo produzidas de forma individual pode diminuir os custos de produção, e é isso que Volz se propôs a fazer.

De modo a vigiar a experiência, Volz efetivamente dormiu de acordo com o mesmo ciclo de luz que as algas precisavam para crescer. Usando um pesticida, sethoxydim, Volz matou as algas que estavam produzindo uma pequena quantidade de óleo, permitindo assim que os produtores mais eficientes seguissem em frente. Por sua vez, o sistema Volz só teve de gastar recursos e energia para manter os produtores eficientes. O resultado final de seu projeto é um processo que pode produzir biocombustível à base de algas de forma mais eficiente, e isso acabou se tornando um conceito para o biocombustível comercialmente viável.

Claro que, como o petróleo é um recurso não-renovável, a sociedade vai estar à procura de algum tipo de recurso sustentável e renovável, tão logo e com o passar do tempo o petróleo se tornar mais raro. O projeto de Volz não se limitou a substituir o petróleo como um recurso valioso, e também não inventou algum tipo de alternativa. O que ele fez, porém, foi provar que uma alternativa é possível – e não é totalmente difícil.

Fonte: EXTREMETECH




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