Curiosidades Sobre o Artista Tiririca (Foto: Google Imagens/Reprodução)

10 Curiosidades Sobre o Artista Tiririca

Tiririca é, sem dúvida, um dos artistas mais queridos e conhecidos no Brasil. De origem circense, se aventurou por vários caminhos (em todos eles com muito sucesso, diga-se de passagem), desde cantor até jurado de programa de televisão.

Alegrando e tirando muitos sorrisos das pessoas por onde passa, sempre procurou evitar falar de coisas tristes e assuntos dos quais o povo brasileiro já está calejado, como o descaso dos políticos com temas de extrema importância para a população. Talvez por conta disso tenha relutado em aceitar o pedido de sua mãe para se candidatar pela primeira vez em 2010.

Logo abaixo estão 10 curiosidades sobre a vida do artista palhaço, e hoje também deputado, Tiririca:



I. Início

Seu apelido, Tiririca, se deve à sua personalidade forte, pelos momentos de mau humor e irritação que em algumas situações demonstrava. Iniciou a vida no circo aos oito anos de idade, na cidade de Itapipoca (onde nasceu). Costumava também se apresentar em circos menores, que eram bastante comuns nas cidades do interior do nordeste naquele período.

II. Reconhecimento

Como resultado de suas apresentações, os donos dos estabelecimentos onde os shows aconteciam resolveram unir forças e patrocinar uma pequena quantidade de unidades do primeiro CD da carreira de Tiririca. Mas esse foi apenas o início. Por conta do estilo de música regional muito presente em suas canções, as rádios começaram a tocar exaustivamente as músicas presentes no disco, em especial a de nome “Florentina”. Devido a essa grande divulgação, o CD de início da sua carreira ultrapassou a marca de mais de 1,5 milhão de cópias vendidas.

III. Ascensão nacional

Seu trabalho, antes conhecido apenas no nordeste, agora, graças à música, passava a ser destaque em todo o país. Teve sua primeira obra musical adquirida pela empresa Sony Music, que relançou o CD para todo o Brasil. Suas aparições nos programas televisivos rendiam recordes de audiência, que antes pertenciam a (saudosa) banda Mamonas Assassinas. Além de “Florentina”, a música “Eu sou Chifrudo” também fez muito sucesso.


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Outros trabalhos na música

O segundo disco veio logo no ano seguinte. Nele estava mais um de seus grandes sucessos, a música “Ele é Corno, mas é meu Amigo”. Em 1997 lançou um novo disco, que trouxe como destaque a música “O Padroeiro do Ceará”.

IV. Passagem pela TV

Graças à grande quantidade de shows que fazia pelo Brasil, sua popularidade subindo e ao carinho do público aumentando dia após dia, recebeu convites para trabalhar em várias emissoras de televisão.

Começou na TV Manchete, onde comandava um programa infantil. Logo depois foi para a Record, onde foi convidado a integrar o elenco fixo da “Escolinha do Barulho”. Em seguida, assinou contrato com o SBT, lá participou do programa “A Praça é Nossa”, tendo um quadro que fazia muito sucesso.

Quem é você?

Famosa pergunta do quadro do Tiririca na Praça.

V. Últimos trabalhos na televisão

Após sua saída da “A Praça é Nossa”, retornou à Rede Record, onde passou a fazer parte do elenco do programa “Show do Tom”, apresentado pelo também humorista cearense Tom Cavalcante.

Por conta da campanha eleitoral e das eleições, voltou a fazer parte de um programa de TV apenas em 2015, quando foi contratado pelo “Pânico na Band” para fazer parte do elenco, e substituir o conterrâneo Wellington Muniz (Ceará).

VI. Começo na política



Em 2010, Tiririca foi convidado a se candidatar pela primeira vez a deputado federal. Tendendo fortemente a declinar o convite, segundo ele, foi sua mãe que o fez seguir adiante neste desafio. Em uma conversa, disse a ele que esta seria uma oportunidade de ajudar as pessoas que vivem do circo, assim como contribuir para melhorar a vida dos brasileiros.

VII. Campanha eleitoral

Mesmo se tratando de eleições, Tiririca não deixou de lado sua irreverencia e bom humor durante a campanha eleitoral. Muito pelo contrário, transformou sua principal característica (dom de alegrar as pessoas) no carro chefe das suas propagandas politicas.

Como não se lembrar das frases: “O que é que faz um deputado federal? Na realidade, eu não sei. Mas vote em mim que eu te conto”… Ou “Pior do que tá não fica, vote Tiririca”.

Muitos se irritaram com esse método de campanha. Diziam desrespeitar a classe política. Porém tudo o que ele fez foi dizer a verdade de uma maneira diferente. Utilizou a alegria para mostrar a triste realidade que vivemos no nosso país.

VIII. Um dos mais votados da história

O Deputado Tiririca durante reunião na Câmara dos Deputados (Foto: Google Imagens/Reprodução)

O Deputado Tiririca durante reunião na Câmara dos Deputados (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Alguns dizem que foi graças ao chamado voto de protesto, mas seja como for, Tiririca se tornou um dos deputados federais mais votados da história do Brasil. Não apenas isso, durante os anos que se seguiram foi destaque em diversas oportunidades.

IX. Reeleição

Mesmo já sem esconder o seu descontentamento com a forma como as coisas funcionam no Congresso Nacional, em 2014, Tiririca decide se candidatar novamente. Sem fugir da sua característica, repetiu a método de campanha utilizado na sua primeira candidatura, nessa ocasião, porém, com direito até a imitação do cantor Roberto Carlos.

Repetindo o feito anterior, foi novamente um dos mais votados.

X. Renúncia



Já dando sinais a tempos de desapontamento com a classe política – inclusive em comentários durante participações em programas de televisão, o deputado Tiririca resolveu oficializar a sua saída da política. Em seu primeiro e último discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, falou da vergonha e da tristeza que sente ao ver como as coisas funcionam no Congresso. Pediu mais atenção aos brasileiros, e desabafou sobre os mais diversos assuntos.

* Não foi uma renúncia, apenas um pronunciamento com relação a sua decisão de não mais concorrer nas eleições. Cumprirá o mandato da forma como deve ser, e depois disso, seguirá alegrando a vida dos brasileiros como sempre fez.

“Subo nesta tribuna pela primeira vez e pela última vez, não por morte, [mas] porque estou abandonando a vida pública.

Eu quero falar um pouco sobre o que vi aqui, e pedir para os colegas de trabalho: vamos olhar um pouco para o nosso país, vamos esquecer um pouco as brigas, esquecer um pouco o ego. E vamos olhar para o nosso povo… O povo que eu falo é aquele que necessita de saúde, porque tenho certeza que nenhum de vocês aqui já passou por isso. Sabemos que todos nós aqui ganhamos bem, a trabalhar… Sabemos que nem todos aqui trabalham, são 513 deputados, só oito mais assíduos, eu sou um dos oito, palhaço de circo de profissão. Nunca brinquei aqui dentro, votei de acordo com o povo, em todas as minhas votações, se vocês fizerem um levantamento para ver como votei [podem confirmar].

Estou saindo triste para caramba, estou muito chateado, muito chateado mesmo com a nossa política, com o nosso parlamento. Eu, como artista popular que sou e político que estou, estou bem chateado. Não com os meus sete anos aqui na política. Não fiz muita coisa, mas, pelo menos, fiz o que sou pago para fazer, estar aqui e votar de acordo com o povo.



[Sobre] minhas emendas, eu fui votado em São Paulo todo, tento não repetir cidades. Não tenho base, então eu mando as emendas, não [de acordo] com votação… Cidades onde tive 10 votos, eu mando emenda pra lá.

Meu trabalho fiz bem feito, saio de cabeça erguida. Agora peço aos colegas… Muitos de vocês aqui não sabem o que é passar fome, muitos de vocês aqui não sabem o que é precisar de um hospital público.

[Agora] você vê, eu sou um artista popular, estou político e minha mãe não tem plano de saúde…

É muito triste você precisar, seu filho adoecer, a saúde como está.

Se vocês andarem por onde eu ando, pelas cidades que passo fazendo shows, se vocês virem como é [a situação]. Um pai de família, o filho pedir pra comprar [as coisas], e não ter como comprar porque não tem trabalho, não tem de onde tirar, vai fazer o que?

É triste e o que vi nesses sete anos, saio totalmente com vergonha, não vou generalizar, não são todos, tem gente boa como em qualquer profissão.

Mas eu gostaria que vocês, só um pedido – de gente, de povo, vamos olhar um pouco mais para o nosso país. Vamos olhar mais pela nossa saúde, vamos olhar mais pelo nosso povo.

Quero deixar aqui o meu abraço a todo o pessoal da limpeza, aos seguranças da casa, a alguns colegas que fiz aqui dentro. Ao pessoal da mesa que respeito. Do faxineiro ao diretor geral que gostam de mim… Muito obrigado por tudo.

Jamais falarei mal de algum de vocês em qualquer canto que eu chegar, e não vou falar tudo que vi, ouvi e vivi aqui. Mas eu seria hipócrita se eu saísse daqui e não falasse que, realmente, estou decepcionado.

Decepcionado com a politica brasileira, decepcionado com muitos de vocês, muitos.

Deixo meu abraço, aprendi muito, muitas coisas boas com algumas pessoas.

Sofri preconceito. Ontem mesmo, ao chegar, um colega… Colega, não. A gente discutiu, pensei até que ele ia me agredir. Depois, fui levantar a ficha dele e o cara é mais sujo do que pau de galinheiro, tem mais de cinco processos por desvio de dinheiro público. E aí vem falar o que, por eu ser um cara humilde, um cara do povo? Por eu respeitar todo mundo, conversar com todo mundo.

Estou saindo muito chateado, chateado mesmo. É vergonhoso. Eu ando de cabeça erguida porque eu não fiz nada de errado. Ando nos aeroportos de cabeça erguida, mas eu acho que muitos dos senhores não têm essa coragem, de dizer que são parlamentares, porque é uma vergonha, é vergonhoso. Não estou generalizando, tem gente boa, mas não dá pra fazer muita coisa porque a mecânica daqui é louca.

Costumo dizer que o parlamentar trabalha muito e produz pouco. A gente é bem pago, a gente tira livre [aproximadamente] 23 mil reais. A gente tem apartamento, direito a carro (eu uso o meu carro, não preciso do carro da Câmara)… A gente tem toda essa mordomia, sem contar a carteirada que muitos de vocês dão.

Eu ando de cabeça erguida, mas eu já vi deputado se escondendo. Pro povo isso aqui é realmente uma vergonha.”




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