Série TOP 10 #9 – Razões para acreditar que Hitler, na verdade, era um tremendo idiota

Razões para acreditar que Hitler, na verdade, era um tremendo idiota – Série TOP 10 #9

Muitas “pessoas” descrevem Adolf Hitler da seguinte forma: era um gênio militar movido somente por suas próprias visões de excesso inatingível. Isso é incorreto. Na verdade ele era – esta sim é a maneira correta como ele deveria ser retratado nos livros de históriaum tremendo e completo idiotamovido por suas próprias visões de excesso inatingível. Por quê? veja:

10. Cancelou a produção do primeiro Fuzil de Assalto do mundo

Cancelou a produção do primeiro Fuzil de Assalto do mundo

Quando os alemães invadiram a União Soviética, uma nova arma era necessária para ajudar os soldados a lidar com as vastas extensões de tundra da Rússia e os milhões de soldados inimigos que as habitavam – uma arma que poderia levar a precisão, alcance e poder de penetração de um rifle, combinado com a alta taxa de fogo, tempo de recarga rápida, e manobrabilidade de uma submetralhadora. Desenvolvedores criaram então o MBK 42, o primeiro fuzil de assalto do mundo.

Os resultados iniciais foram surpreendentes. Unidades equipadas com estas novas armas tinham uma vantagem gigantesca sobre os infelizes defensores russos, e os utilizaram para abrir caminho em meio às linhas soviéticas. Foi então que, durante uma luta política em Berlim, Hitler teve um de seus chiliques de “gênio” e decidiu cancelar o projeto inteiro. Jogou pela janela todo o trabalho que já havia sido desenvolvido, juntamente com todo o seu enorme potencial. Os comandantes alemães rebatizaram a arma de “MP43″ (maschinenpistol 43) e continuaram a produzi-la pelas costas de Hitler por um tempo, mas, quando o Führer descobriu cancelou novamente.

Em um determinado momento ele resolveu ouvir a razão e, finalmente, trouxe de volta o projeto, era meados de 1943 e os russos estavam dizimando os alemães ao longo de toda a frente. Se a decisão tivesse demorado mais um pouco, teria sido tarde demais.

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9. Cancelou os jatos de combate Me-262

Cancelou os jatos de combate Me-262

A aviação na Segunda Guerra Mundial ainda estava dominada pelas aeronaves de hélice. Esta realidade, porém também estava prestes a mudar. Os alemães inventaram o primeiro avião a jato, chamado Me-262, e poderia ter sido utilizado já em meados de 1943. No entanto, em seus estágios iniciais, o avião foi projetado como um interceptor – um combatente de movimento rápido. E isso faz todo o sentido, visto que a principal vantagem que ele tinha sobre os aviões menos modernos era a sua incrível velocidade.

Mas Hitler não queria interceptores, não era explosivo o suficiente. Ele queria caças-bombardeiros. E assim, todo o projeto foi arquivado. Pelo menos até ele poder ter seus caças-bombardeiros em mãos.

Alguns pontos importantes. Primeiro de tudo, não havia razão alguma para que Hitler impedisse a Luftwaffe de produzir esses modernos jatos, ao invés das porcarias voadoras de hélice que ele tanto queria e que estavam sendo abatidos e chutados do céu com facilidade, mesmo com os seus novos caças-bombardeiros. Afinal, os modelos originais tinham demonstrado ser extremamente superiores aos modelos que os aliados utilizavam. Mas Hitler mais uma vez seguiu o seu próprio caminho. Em um dia claro na primavera de 1945, eles estavam em menor número (10.000-1), e os céus estavam enegrecidos pelos enxames onipresentes de bombardeiros americanos e britânicos. Outra vez, e novamente por muito pouco o Führer se safou.

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8. Nunca permitiu a retirada

Nunca permitiu a retirada

Hitler não era um estrategista militar, o que provavelmente explica o fato dele ser tão fanaticamente apegado ao seu discurso absurdo “retirada nunca, lutar até o último homem”, obviamente utilizado para fins políticos ou outras coisas ridículas. Então, novamente, você não precisa ser um estrategista militar para perceber que a força de vontade sozinha não trará nenhum resultado quando colocada em frente a um obus (equipamento de artilharia) em pânico, talvez por isso ele fosse simplesmente insano e idiota.

Hitler estava vivendo em um mundo de fantasia. Ele realmente acreditava que o campo de batalha era um filme ao estilo vida sentimental, onde a honra e a determinação de seus soldados iria leva-los à vitória, mesmo que o inimigo fosse determinado, tivesse muito mais homens e um poder de fogo extremamente superior. Foi ostentando e propagando esse absurdo até mesmo quando os russos começaram a destruir a Alemanha, até deixá-la em pedaços.

Primeiro, em uma chamada para Stalingrado, negou permissão solicitada por Frederich Paulus para lutar pelos flancos contra o cerco soviético, enquanto as linhas russas eram ainda relativamente fracas. Em vez disso, ele ordenou que ficassem e, como resultado, todo o 6º Exército Panzer foi perdido, assim como toda a esperança de uma vitória alemã.

Mesmo após essa derrota, Hitler parece não ter aprendido a lição. Ele negou, mais uma vez, permissão solicitada pelo alto comando de suas tropas, que queriam retornar e fortalecer a margem oriental do rio Reno, em 1945, além de explodir as pontes, impedindo assim que os aliados avançassem. Esta seria sem dúvida a escolha mais inteligente, mas Hitler enviou a sua já bastante conhecida ordem – “não recuem.” Os Aliados alegremente se aproveitaram da oportunidade, e ordenadamente limparam uma boa parcela da resistência restante no oeste, tornando o seu trabalho muito mais fácil. Os nazistas, que acabaram por recuar, não tinham nenhuma estratégia real em mente, a não ser correr o mais rápido possível para não serem transformados em alimentos para vermes.

Não muito mais tarde, em Berlim, Hitler conseguiu dar, aos seus comandados, uma de suas mais “geniais” ordens. Obrigou seus homens a manter uma linha indefesa contra os russos ao longo do rio Oder, ao invés de trazê-los de volta para reforçar as defesas internas da própria cidade. Quando os russos chegaram à cidade poucos dias depois, havia apenas cerca de 80 mil alemães para defender o território, sendo que metade eram civis.

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7. O exército alemão não estava preparado para a guerra de inverno. Na Rússia

O exército alemão não estava preparado para a guerra de inverno. Na Rússia

Quando você ouve a palavra “Rússia”, a neve deve ser uma das primeiras coisas que vêm à mente. Bem, isso e a vodca de batata, mas a neve sem dúvida está em primeiro lugar. E isso faz sentido, já que o inverno russo é notoriamente violento, além de durar muito mais tempo do que em outros países. Assim, não é preciso dizer que, se você está pensando em invadir o lugar, pelo menos, leve uma jaqueta, algumas ceroulas, ou algo do tipo.

Hitler poderia ter usado esta informação em junho de 1941, quando a invasão da Rússia começou. No entanto, ele sentiu que esses “pequenos mimos” não se faziam necessários para o seu poderoso Wehrmacht. Claro, com sua visão de “gênio”, com relação à superioridade da raça ariana e todos os seus super-homens, era óbvio que uma nova idiotice estava a caminho, e a passos bem largos. Ele sentiu que tudo o que precisava fazer era “chutar a porta da frente e ver toda a estrutura podre ruir.” Ele literalmente pensou que poderia derrubar os russos em menos de um mês ou dois, e que todos estariam de volta a Berlim em setembro, comemorando com um doce a quente chá. Acho que aqui não é necessário mencionar que Hitler era louco certo?

Seis meses depois, os alemães tinham conseguido algumas importantes conquistas, porém o Exército Vermelho ainda não havia sido derrotado. Mas isso estava prestes a acontecer – o front alemão já estava na periferia de Moscou, e algumas posições à frente o observador relatou já ter avistado as torres do Kremlin a partir do seu binóculo. Se Moscou caísse, a Rússia viria logo a seguir. E se a Rússia caísse, o resto dos Aliados viria logo a seguir. O destino do mundo estava em jogo.

Mas, então, o avanço das tropas foi interrompido. Por quê? O Velho Inverno. Os alemães foram imperdoavelmente despreparados para o frio rigoroso do norte da Rússia – tanques congelaram em suas trilhas, homens congelaram durante o sono, linhas de abastecimento atoladas, e toda essa confusão acabou causando uma parada brusca na batalha por quatro meses. Enquanto isso, a situação também estava difícil para os russos, no entanto as linhas de abastecimento deles eram muito mais curtas, e eles tinham a vantagem de estarem lutando em sua terra natal, ou seja, os russos usaram a trégua na luta para se recuperar, tanto quanto fosse possível.

Na Primavera de 1942, quando os alemães finalmente tinham conseguido renovar sua ofensiva, já era tarde demais – os russos haviam se recuperado o suficiente durante o inverno, e se mantiveram assim ao longo do ano. Após esta incrível virada de jogo, os alemães nunca mais reconquistaram a iniciativa no leste. Tudo isso graças ao inverno, que os manteve fora de Moscou.

Claro que neste episódio também não poderíamos deixar de citar mais uma vez a importante contribuição do “genial” Führer, que simplesmente ignorou o rigoroso inverno da Rússia.

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6. Mau uso dos Foguetes V1 e V2

Mau uso dos Foguetes V1 e V2

O exército alemão na 2ª Guerra Mundial foi responsável por um panteão inteiro de descobertas revolucionárias, como o fuzil de assalto, avião a jato, e sim, até mesmo mísseis balísticos. Todas estas invenções são utilizadas ainda hoje, sete décadas depois, claro que com muitas modificações. Se levarmos isso em consideração, fica fácil imaginar como estes equipamentos teriam sido de valor e reforço inestimável para os alemães na década de 1940, isso se toda essa evolução bélica tivesse sido colocada nas mãos certas.

Infelizmente, para os alemães, elas foram colocadas sob a supervisão de Hitler. Nós já abordamos aqui como este gênio minou o gigantesco potencial de ambos os projetos, o rifle de assalto MP43 e o caça Me-262. Mas agora ele tinha em mãos algo muito mais poderoso, a incrível tecnologia de mísseis balísticos, porém mais uma vez ele simplesmente jogou tudo fora, “mijou fora do penico”.  Mas como? Como pode um sujeito não aproveitar a capacidade de destruir seus inimigos sem precisar sacrificar seus soldados, apenas controlando o ataque de uma torre de controle a uma centena de quilômetros ao leste?

Bem, para começar, você não pode usá-lo contra formações inimigas, tropas, linhas de abastecimento ou outros alvos militares que estejam devidamente preparados para a defesa, em vez disso, é utilizado contra populações civis, primeiro pelo fato do alvo estar longe o bastante, segundo por terem a certeza de que este local não terá meios tecnológicos suficientes para intercepta-los. Foi exatamente isso que Hitler fez. Ao invés de atacar a Rússia ou os soldados americanos que estavam localizados ao longo das fronteiras da Alemanha, Hitler pensou que seria uma boa ideia enviar os foguetes para Londres, onde foram, ou imediatamente abatidos com facilidade pela RAF (esquadrão britânico), ou simplesmente explodiram no telhado de alguém apenas incomodando a brigada de incêndio. Mais uma genialidade do Führer.

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5. Nunca ouviu seus generais

Nunca ouviu seus generais

Não ouvir os seus generais é um desperdício. Qual o motivo para tê-los se você não confia neles para liderar as tropas por conta própria? Talvez, apenas talvez, eles saibam um pouco mais de estratégias militares do que você, pois trabalharam muito duro, investiram anos de suas vidas, e principalmente, tinham o talento e inteligência necessária para se tornar um verdadeiro e general!

E a questão é – Hitler deu ouvidos aos seus generais no início. A França, por exemplo, caiu quando Field Marshall Rundstedt brilhantemente rasgou através da floresta das Ardenas e circulou em torno da linha Maginot. Muitas pessoas atribuem esse movimento a Hitler, quando, na verdade, foi orquestrado por seus comandantes, que trabalharam de forma brilhante – A França caiu sem muita luta, e estabeleceu-se por muitas décadas como “covarde”.

Mas, como a guerra avançava cada vez mais, e Hitler crescia menos a cada dia, e ficava menos confiante na capacidade da Alemanha de ganhar, ele então começou a controlar cada aspecto de cada frente dos seus exércitos. Tenha em mente que ele não era um estrategista militar, então sua microgestão não ajudou em nada.

Mas não foi só sua microgestão – ele não deu ouvidos aos seus generais, quando pediram permissão para fazer as coisas certas – que uma pessoa insana como ele jamais pensaria em fazer. Como proteger a Normandia – O General Erwin Rommel sugeriu que os Aliados atacariam a Normandia ao invés de Calais e, pensando nisso, ele queria mover suas tropas para o norte com o objetivo de combater o ataque. Hitler se recusou, porque ele pensou que o verdadeiro ataque ainda estava por vir, apesar de centenas de milhares de tropas aliadas já terem desembarcado em terra. Em um determinado momento ele finalmente resolveu ouvir os generais que ele mesmo havia designado, porém já era tarde demais. A França estava perdida.

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4. Deu o controle da Luftwaffe para Goering

Deu o controle da Luftwaffe para Goering

A maioria de vocês já ouviu falar sobre a Batalha da Grã-Bretanha – quando a RAF milagrosamente derrotou a poderosa Luftwaffe alemã nos ares da Inglaterra, e salvou a causa aliada. Bem, não foi apenas pelo fato da RAF ter sido formada por pilotos fenomenais, ou porque centenas de aviões caíram durante a batalha que eles venceram, o esquadrão contava com o importante fato de estar combatendo em seu território, o que significa que eles podiam consertar os aviões e enviá-los de volta para a luta rapidamente, uma vantagem que os alemães não tinham. Esses fatores foram sim cruciais, mas a verdadeira razão pela qual a Inglaterra não foi bombardeada e totalmente destruída foi porque Hitler deixou o Presidente do Reich Hermann Goering assumir o comando da Força Aérea.

Goering, assim como Hitler, tinha exatamente zero de experiência de comando. Então, quando chegou a hora e Hitler ordenou-lhe que fizesse com que a Inglaterra ficasse de joelhos nos céus, Goering estragou, literalmente, todas as chances que tiveram. Ele trocou os objetivos com muita frequência, em vez de se concentrar em uma única aldeia ou estação de radar até a sua destruição. Isso permitiu que os britânicos tivessem tempo de reparar quase todos os danos que a Luftwaffe havia conseguido fazer.

Mesmo quando a lista de baixas havia sido montada, e até mesmo quando os britânicos começaram a superar os alemães (devido à capacidade referida de reparar aviões derrubados de ambos os lados e enviá-los para lutar novamente pela RAF), Hitler nem se quer pensou em tirar Goering de seu comando, ao invés disso contratou um estrategista. Como resultado, a Inglaterra venceu os alemães, e se manteve viva na guerra. E isso nos leva ao próximo ponto …

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3. Errou ao levar a Alemanha para uma guerra de duas frentes. Novamente

Errou ao levar a Alemanha para uma guerra de duas frentes. Novamente.

Uma das coisas que a Alemanha fez na Primeira Guerra Mundial, foi transforma-la em uma guerra de duas frentes, este era um cenário que Hitler pretendia evitar a todo custo. Infelizmente, sua vontade de invadir a Rússia era maior do que qualquer coisa.

Acabamos de falar sobre a Batalha da Grã-Bretanha, que foi uma luta que Hitler começou em uma tentativa de colocar a Inglaterra (o último dos Aliados ocidentais) de joelhos para que ele pudesse se concentrar em seu principal objetivo – a Rússia. Mas na verdade a Inglaterra venceu a batalha. O que Hitler deveria ter feito era aprender com os erros que foram cometidos, colocar no comando do ataque uma liderança melhor, ou talvez treinar a Luftwaffe para atacar a RAF, assim ele poderia ordenar uma invasão surpresa por terra. Ele deveria ter perseverado até ter a certeza que a Inglaterra estava completamente fora da luta. Mas em vez disso ele decidiu seguir em frente e invadir a Rússia a qualquer custo. A Inglaterra pode ter vencido a batalha, mas isso não quer dizer que ela significava uma ameaça séria para a Alemanha no continente europeu. Essa situação teria sido resolvida se a batalha tivesse continuado.

O seu brilhante plano, mais uma vez, não deu certo – A Rússia não caiu, e a Inglaterra ficou mais forte. Em outras palavras – Hitler levou a Alemanha para uma legítima guerra de duas frentes. Novamente.

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2. Declarou guerra aos Estados Unidos

Declarou guerra aos Estados Unidos

Quando o Japão atacou os Estados Unidos em dezembro de 1941, Hitler seguiu através de seu acordo Tripartite, e declarou guerra à América também. Este foi um movimento idiota. Por um lado, ele não tinha sequer reputação para defender – ele regularmente assinava contratos com os países para depois apunhala-los pelas costas. Então honrar um compromisso que ele havia feito com o Japão não interessava a ninguém.

Mas, claro, Hitler não sabia que a América poderia transformar seu exército fraco em um rolo compressor colossal militar do tipo que o planeta nunca tinha visto, não é? Então você não pode culpá-lo por ter pensado “eles não significam uma grande ameaça” da América, da mesma forma que ele fez com a Inglaterra e com a Rússia.

Se bem que ele tinha motivos para pensar desta forma. A América não era exatamente uma nação do terceiro mundo, mesmo em meio à Grande Depressão. Ela ainda tinha uma força industrial tremenda, e um conjunto de recursos gigantesco para alimentá-la. Sim, o contingente de militares era tão pequeno como nunca tinha sido até o momento, mas apesar disso os EUA se transformaram em uma verdadeira máquina de guerra, combinando o marketing político com a propaganda, desta forma saiu com uma enorme vantagem militar.

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1. Obsessão por Stalingrado

Obsessão por Stalingrado

Em outubro de 1942, Hitler mudou um pouco os objetivos para o Grupo de Exércitos do Sul, na Rússia. Seu destino original era os campos de petróleo do Cáucaso ao sul da Rússia continental. Se capturadas, as gigantescas reservas de petróleo iriam transformar a economia da Alemanha já formidável em um império. No entanto, a cidade de Stalingrado (hoje Volgogrado), o último bastião das tropas russas na frente oriental, não estava muito longe de ser conquistado. Hitler decidiu então abater dois pássaros com um tiro só: desviou uma grande fatia do Grupo de Exércitos do Sul para capturar Stalingrado, assim todos estariam em casa até o Natal.

Infelizmente, e esta parece ser a sina de Hitler, seu alvo não cedeu à derrota tão rapidamente ou tão facilmente como ele pensava que seria. O exército russo teve 69 baixas importantes na batalha, mas eles defenderam sua terra e não entregaram a cidade. Ao invés de Hitler ordenar a volta dos seus homens para capturar a mais importante região do Cáucaso, com planos de retornar a cidade, uma vez que houvesse se refortalecido, Hitler na verdade decidiu tirar outra parte do seu exército que estava no Cáucaso e os enviou a Stalingrado. Isso não ajudou em nada – os alemães não conseguiram derrotar o exército russo. A obsessão de Hitler por Stalingrado custou-lhe caro, pois perdeu o já praticamente conquistado Cáucaso, que deveria ser desde o início seu principal objetivo.

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Adaptação / Tradução autorizada por TopTenz.net




19 comentários

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  1. Vector Siegman

    A Alemanha precisava de tempo, apenas isso.

    A StG-44 estava sendo projetada até sua implantação e foi apressada em serviço. Modelos construídos no período 1940-1942 foram terríveis, travavam, barril ruim. Ela foi implantada assim mesmo. Hitler não tinha nada a ver com isso.

    Os Me-262 não foram bem sucedido não devido à interferência de Hitler, mas devido à má construção do motor. A Alemanha nunca obteve os recursos necessários para construir os motores para os novos aviões. Eles usaram materiais inferiores e os motores tiveram uma vida útil muito curta. A confiabilidade era baixa e os motores a jato usavam o dobro de combustível. Não importa o design, o avião não estava apto para um serviço amplo até o final da guerra, muito menos no início de meados de 1943.

    Hitler permitia recuar quando justificado. Sua ordem no final de 1941 de não recuar foi o que impediu os soviéticos de empurrarem os alemães a centenas de quilômetros de Moscou e resultou em “moedor de carne de Rzhev”, onde os soviéticos perderam muito mais tropas do que os alemães. Ele usou o raciocínio: “Não é mais quente 100 km atrás da frente e se recuar, perdemos o impulso”. Mais tarde, em Stalingrado, foram tomadas decisões devido às garantias do Alto Comando de que o recuo não era necessário e que o exército poderia ser abastecido e reforçado. Além disso, os soviéticos usaram as mesmas táticas. E dizer que a guerra foi uma forma de aventura romântica para Hitler é simplesmente errado – ele estava na Grande Guerra, nas trincheiras, e ele viu o que é a guerra. Foram os soviéticos que pouco souberam da guerra moderna, pois a maioria dos oficiais chegou à sua posição devido à lealdade partidária, não ao serviço de guerra.

    E a coisa sobre Rhine em 1945 foi decidida a fim impedir os sovietes (que não poderiam ser parados naquele tempo) para conquistar a maioria da Alemanha. Não fortificar o Reno era uma maneira de permitir aos Aliados um avanço mais rápido.
    O exército alemão FOI PREPARADO para a guerra de inverno. O problema era a logística, uma vez que não estava planejada para abastecer o exército inteiro 700 km além da fronteira. O plano inicial era que a maior parte dos combates fosse conduzida dentro de 700 km da fronteira entre a Alemanha e a União Soviética, onde o exército pudesse ser efetivamente abastecido. Os alemães tinham equipamento de inverno, mas eram suprimentos de combate à frente ou não. Raciocinava-se que sem o equipamento do inverno, os soldados poderiam roubar roupas mornas e improvisar, mas sem suprimentos de combate estariam apenas à espera nu armados para que os soviéticos chegassem, embora em roupa morna – uma coisa muito boa quando você está sendo transportado ao campo de prisioneiros de guerra.
    Os foguetes eram completamente inúteis em situações táticas devido a sistemas de orientação pobres. Os alemães usaram-nas nas linhas de abastecimento – e não funcionou. Ao tentar destruir uma ponte, de onze foguetes V2, nenhum acertou, um errou por 64 quilômetros. E levava-se quase duas horas para disparar um único V2. Em uma situação tática, isso era completamente inútil. Combinado com a baixa exatidão de ambos V1 e V2, o uso estratégico era a única coisa que aqueles foguetes poderiam ser usados.

    A razão pela qual a França caiu tão rápido foi exatamente porque ele ouviu seus generais. No caso da Normandia, ele ouviu o oficial superior de Rommel sobre o arguido ponto de ataque. E se Runsted tivesse falado, formações blindadas teria sido posicionadas no caminho de volta ao oeste e mais perto do mar, tornando-os não só vulneráveis a ataques aéreos, mas também inúteis quando a invasão realmente começou na Normandia. A decisão de colocar divisões blindadas fora dos ataques iniciais de bombardeiros, onde eles poderiam ser direcionados para qualquer região de desembarque foi à única decisão sensata que alguém poderia ter feito. Aqueles tanques mais tarde foram um inferno para destruir no interior francês. Se ele tivesse ouvido Rommel, todos aqueles tanques teriam sido explodidos perto das praias pela RAF e pelo USAF, pois a Luftwaffe não conseguiu impedi-lo.

    Não importa o que os alemães fizeram sobre a Grã-Bretanha, a RAF teria vencido. Eles simplesmente tiveram mais pilotos, aviões e radares suficientes à sua disposição. Os alemães careciam de capacidade de bombardeio estratégico, e seus planos morreram com Wever em 1936. Para vencer a batalha contra o Reino Unido, a Alemanha precisava de uma maneira de bombardear sua produção e seus portos. Nenhuma quantidade de bombardeio tático com bombardeiros médios da Alemanha poderia ter feito o trabalho necessário. Verdade, Goering não era o melhor comandante, mas não importa o que ele fez, a Alemanha não poderia ter ganho essa batalha. Até mesmo os Aliados necessitaram de anos de guerra estratégica combinada dos EUA e do Reino Unido, para esmagar a Luftwaffe, como Luftwaffe sozinha derrotaria RAF?
    A Alemanha precisava de recursos. Em 1942-1943, os soviéticos teriam crescido e reestruturado o exército e a Alemanha não teria chance. Era uma má aposta, mas era a única maneira de que a Alemanha poderia vencer. Simples assim.

    A guerra teria começado em 1942 de qualquer maneira. Os EUA estavam usando as táticas de escalada no Atlântico para empurrar a Alemanha para o conflito. Ao mesmo tempo, Kriegsmarine teve sua mão amarrada devido à paz oficial entre EUA e Alemanha. Declarar a guerra era a maneira de expandir as operações do Kriegsmarine no Atlântico e dividir as forças dos EUA por enquanto. Se ele não declarasse guerra, os Estados Unidos simplesmente iriam participar da guerra de qualquer maneira. Talvez alguns meses depois, mas juntou-se de qualquer maneira.

    Um olhar sobre a infraestrutura da União Soviética e a “obsessão” com Stalingrado torna-se claro. Com Stalingrado em mãos alemãs, a União Soviética perderia TODAS as suas ligações ferroviárias para a região do Cáucaso, bem como o tráfego do navio Volga. Por que isso era importante? Uma vez que 86% da produção de combustíveis soviéticos estavam a ser situados na região do Cáucaso e tinham de ser transportados através de Stalingrado via ferrovia ou ao longo do Volga em barcaças. Fornecia também o ponto forte da defesa entre dois rios principais (Volga e Don) que canalizam todo o avanço soviético do norte. Era também um dos poucos centros industriais remanescentes na parte europeia da União Soviética.

    Assim, a obsessão era na verdade um pensamento militar. Sem o combustível que vai para o norte, a União Soviética teria que depender dos EUA submetidos à guerra de comboio quantitativo de recursos da região de Kuban, bem como o Cáucaso seria deixado para os alemães. Sua coisa louca # 1 era a razão real do ataque original em 1941 e Stalingrado era uma chave a tudo isso.

  2. Mujahid Al-Akbar

    Hitler realmente cometeu muitos erros, até mais do que os citados aí. Mas eu tenho pra mim que isso foi fruto não apenas da falta de experiência de comando militar dele, mas também da forma que as coisas se sucederam.

    Toda essa propaganda antinazista coloca as coisas como se Hitler fosse um megalomaníaco louco que já estava planejando desde que chegou ao poder para dominar o mundo através da Segunda Guerra. Qualquer um que estude o período a sério sabe que isso não é verdade.

    Hitler subiu ao poder em 33 e as primeiras preocupações dele não tinham nada a ver com questões militares e guerras, ele estava preocupado em recuperar a economia alemã e banir os ratos que estavam em praticamente todas as posições de poder destruindo a Alemanha econômica e moralmente. E ao contrário do que dizem, ele não fez isso através da indústria bélica de início, e sim da indústria de construção civil principalmente, com as Autobahns, casas e carros populares, etc.

    Só em 1935, mais de dois anos depois de subir ao poder, que Hitler começou a rearmar a Alemanha, que estava militarmente reduzida a quase nada pelo tratado de Versalhes. Ao contrário da versão oficial que mais aparece, Hitler não começou a ser retaliado e odiado depois da invasão dos Sudetos e Polônia, e sim praticamente desde que subiu ao poder, pois ele baniu judeus, maçons, banqueiros e todo esse lixo da Alemanha desde o início, o que deixou todos os membros dessas classes putos da vida em todos os países desenvolvidos do mundo.

    A segunda guerra não foi algo planejado para dominar o mundo, pelo contrário, Hitler foi pego de surpresa numa situação terrível, tanto que Göring proferiu a famosa frase “que Deus tenha piedade de nós” quando a invasão da Polônia começou a nova guerra.

    Hitler se viu entre a cruz e a espada quando os alemães étnicos estavam sendo massacrados na Polônia, sabendo que se interviesse uma nova guerra começaria, mas senão, milhares mais iam morrer a cada dia e a moral dele iria lá para baixo, taxado de covarde. Um general Polonês chegou a dizer que “a Alemanha vai ter uma nova guerra, quer queira, quer não”. Foi obrigado a invadir a França rapidamente e encarou mais uma situação complicada quando a batalha da Inglaterra foi perdida e a URSS estava rapidamente se rearmando com a ajuda da Inglaterra e EUA, de modo que em breve ela teria um poderio militar formidável e teria tudo para vir passando o rolo compressor em toda a Europa continental. Ele sentiu que não tinha outra escolha a não ser tentar “rushar” a URSS antes que ela ficasse forte demais, e a guerra de dois frontes era uma realidade novamente.

    Quanto a Stalingrado, não sei dizer até que ponto Hitler queria a cidade só de birra por causa de seu nome ou tinha algum objetivo específico. É fato que ele cometeu algumas más decisões, mas o caso é que ele estava progressivamente desconfiando mais e mais de seus generais (e com razão, vide os inúmeros atentados e traições que se decorreram) e a situação estava péssima depois de 41. É querer demais que um homem sem experiência de comando fizesse milagres acertando todas as decisões militares estratégicas na mosca e conciliando aquele monte de generais, muitos dos quais estavam já sob suspeita de deslealdade e traição, isso em meio a uma guerra contra meio mundo.

    Quanto aos EUA, é ingenuidade achar que não iriam entrar na guerra de qualquer forma mesmo que a Alemanha não declarasse guerra. Foi a mesma coisa da Primeira Guerra, e dessa vez até o fodendo Brasil entrou (Getúlio Vargas foi um grande político mas mandou mal em ter traído seus princípios fascistas para ajudar os ianques, deveria ao menos ter se mantido neutro).

  3. Patrício

    Hitler sempre será lembrado com um dos maiores imbecis da história recente.

    Difícil imaginar como ainda existem pessoas que o veneram, que acreditam que seus ideais estavam corretos, e que por isso devem ser levados adiante.

    Felizmente essas pessoas fanáticas e retardadas são de extrema minoria e insignificância hoje em dia, mas que bom seria se não mais existissem.


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