O Verdadeiro Significado do Natal, Muito Além do Nascimento de Jesus (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

O Verdadeiro Significado do Natal, Muito Além do Nascimento de Jesus

O significado do Natal, desde pequeno eu tinha o pensamento de que no dia 25 de Dezembro celebramos o Nascimento de Jesus Cristo, e que esse era o verdadeiro significado do Natal. Seja por instrução da família, pais, tios, parentes mais próximos… ou mesmo da própria igreja, o fato é que esta ideia (que o motivo do Natal é a comemoração do aniversário do Nosso Senhor e ‘ponto’), prevaceleceu como sendo verdade em minha mente e no meu coração até o dia de ontem.

Após algumas leituras feitas, compartilho com vocês vários fatos interessantes sobre o verdadeiro significado do Natal, as celebrações esquecidas pela maioria das pessoas, mas que ocorrem também no ‘Tempo do Natal’, a partir do dia 25 de Dezembro, e outras curiosidades sobre esta data tão especial, que vai muito além da festa, comilança e distribuição de presente.

E lembre-se, pelo menos em datas como esta, de demonstrar gratidão pelo que tem, por poder fazer uma ceia junto aos seus familiares… E tenha a consciência de que, por mais simples que tenha sido a sua celebração, muitos não tiveram a mesma sorte.



I. ‘Tempo do Natal’ e não ‘Dia de Natal’

Em primeiro lugar, o Natal não é a festa de um dia, o Natal é a festa de um tempo. E o Natal não é simplesmente a festa, o tempo do nascimento de Jesus, mas é o tempo da manifestação de Jesus.

Explicando, o Natal é um tempo, pois celebra com cinco festas: o Nascimento de Jesus, a Sagrada Família, Santa Maria Mãe de Deus, a Epifania do Senhor e o Batismo do Senhor. Então, o Natal é um tempo de cinco festas que comemora a vinda, a manifestação, o aparecimento do filho eterno do Pai na nossa natureza humana, na nossa carne mortal.

Portanto, Deus nos visitou, o eterno entrou no tempo, o infinito fez-se finito… Aquele que está na glória, entrou na história. O filho eteno do Pai, Deus gerado de Deus, Luz vinda da Luz, Deus verdadeiro saído do Deus verdadeiro fez-se verdadeiramente humano, fez-se gente.

II. Nascimento de Jesus

Nascimento de Jesus (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

Nascimento de Jesus (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

O filho de Deus não apenas entrou na humanidade, entrou na criação, entrou na história, entrou no universo, para encher da sua plenitude, encher da sua vida divina, encher da sua glória tudo aquilo que possui vida, todos os seres humanos, eu e você.

O filho se fez homem, o filho se fez mundo, para encher do divino, o homem e o mundo. Desceu para nos elevar. Conforme Deus já havia dito no livro de:

Êxodo 3:7-8

7. “E disse o Senhor: Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores.”

8. “Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios, e para fazê-lo subir daquela terra, a uma terra boa e larga, a uma terra que emana leite e mel; ao lugar do cananeu, e do heteu, e do amorreu, e do perizeu, e do heveu, e do jebuseu.”

Já no trecho desse livro aparece a dinâmica da encarnação.

III. Celebração e o ‘Deus conosco’

A igreja celebra a manifestação, a vinda do senhor nosso Deus para o mundo carnal, em cinco festas. As cinco celebrações fazem parte do mesmo acontecimento.


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Todas essas comemorações estão ligadas a chegada do filho de Deus na terra na noite do Natal, portanto, ninguém deve se sentir sozinho neste dia, ninguém deve se sentir esquecido, porque Deus é nosso companheiro, ele se fez presente não apenas em espírito, mas também na forma humana.

Não mais existe o ‘nós sem Deus’, pois ele é sempre conosco. Nunca abandonemos aquele que foi enviado ao mundo para nos salvar.

IV. Festa da Natividade

Festa da Natividade (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

Festa da Natividade (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

O Natal do Senhor é a festa que dá nome ao tempo de celebrações, pois se trata da festa principal. No dia 25 de Dezembro celebramos o nascimento, o aparecimento do Deus infinito e santo como criança recém-nascida na nossa carne mortal, nascido de Maria, A Virgem.

No dia do Natal, muitas vezes pensamos, seja ao vermos um presépio, ou mesmo por costume: “como é bonito o menino Jesus recém-nascido na manjedoura”. Mas esse não é o verdadeiro significado do Natal, pensar assim é não entender a grandiosidade deste acontecimento.

Neste dia 25 de Dezembro recebemos entre nós, na forma humana, não por aparência, mas em carne e osso, o filho de Deus. Jesus entrou no nosso mundo e fez-se ‘Emanuel’, que quer dizer Deus conosco. Tendo Maria se mantido virgem antes, durante, e após dar a luz.

Por esse grandioso acontecimento, que ao olharmos um presépio possamos enxergar muito mais que o menino na manjedoura, que consigamos visualizar e entender o verdadeiro significado do Natal.



V. Festa da Sagrada Família

A segunda das cinco festas é a festa da Sagrada Família. Ocorre no domingo dentro da oitava do Natal, ou seja, entre o dia 25 de Dezembro e 1 de Janeiro. Se não houver um domingo dentro desse espaço de tempo determinado, situação que pode acontecer quando o Natal cai no domingo e o dia 1 de Janeiro também, a Sagrada Família é celebrada no dia 30 de Dezembro.

Jesus, filho de Deus, não apenas se fez humano, se fez homem, ele quis entrar no mundo também pelo modo humano, através de uma família. Desta forma ele santificou a família, tornou-a sagrada.



O significado de família está claro, fortalecido, e indiscutível na união entre José, Maria, e seu filho Jesus. A relação entre um homem e uma mulher que se amam e constroem um relacionamento duradouro, total, e aberto para a vida. Pode haver variações, um casal que não pode ter filho, ou decide adotar (gesto louvável também)… Mas a base sólida é esta, um casal que se ama, em uma união estável, duradoura, que envolve comunhão de bens, de dinheiro, de sonhos, de corpo, e aberto para a vida. Este é o significado de família no plano de Deus, como ele nos revelou.

Deus quis crescer humanamente dentro de uma família, no aconchego da mãe, com o cuidado do pai, e com todo o carinho e amor do casal. Este é, portanto, o sentido da festa da Sagrada Família. Manifestou-se recém-nascido no seio de uma família para crescer, viver, e sentir todas as angústias, preocupações, e incertezas que cercam todos os lares, o meu e o seu.

VI. Festa de Santa Maria Mãe de Deus

Festa de Santa Maria Mãe de Deus (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

Festa de Santa Maria Mãe de Deus (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

A terceira festa do tempo do Natal acontece no oitavo dia, 1 de Janeiro, e celebra Santa Maria Mãe de Deus. Ela simboliza que Jesus é Deus perfeito, é uma pessoa divina, se a ele fosse perguntado que és, responderia: Eu sou o filho eterno do eterno pai. Sou o filho feito humano, a minha pessoa e natureza são divinas, mas sem deixar de ser Deus assumi a natureza humana, em corpo e alma. Com vontades, extintos, desejos, inteligência, conhecimento e sentimentos humanos.

E tudo isso Jesus recebeu em Maria, e não só ‘em’ Maria, mas também ‘de’ Maria. Ela é realmente mãe do Deus feito homem, não apenas mãe da humanidade de Cristo, pois ninguém é mãe só de uma parte, de um pedaço. É mãe do filho divino que assumiu a natureza humana. Quem nega que Maria (Santa Maria Mãe de Deus) seja mãe de Deus, cai na heresia nestoriana, nega que Jesus, a pessoa divina do filho tenha realmente assumido como sua a natureza humana.



Ela não é mãe de Deus filho quando estava na glória, mas é sim mãe de Deus filho na sua humanidade. Deus se humanizou ao tomar como sua a natureza humana no seio de Maria.

Por isso, ao saudar Maria como mãe de Deus, como “Santa Maria Mãe de Deus”, a igreja reforça que Jesus é verdadeiramente Deus feito homem, que ele assumiu corpo humano, alma humana. Negar que Jesus tenha assumido alma humana é uma heresia chamada apolinarismo.

“Jesus é Deus verdadeiro e homem verdadeiro, e Maria é Theotokos, Mãe de Deus.“

VII. Epifania do Senhor ou Festa de Reis

Epifania do Senhor ou Festa de Reis (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

Epifania do Senhor ou Festa de Reis (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

Entre o dia 2 e 8 de Janeiro, também num domingo, acontece à quarta festa do Natal, a Epifania do Senhor. Sua data original é 6 de Janeiro, mas aqui no Brasil celebramos no Domingo (entre 2 e 8). Depois do Natal, esta é a maior e mais conhecida festa.

Epifania significa manifestação, o filho que se fez homem, que assumiu a nossa humanidade, através da luz da sua estrela, da sua luz, brilhou para todos os povos. E não resplandeceu apenas para Israel:

“Luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel.”

A Epifania do Senhor é a festa da Luz. A estrela que iluminou os céus naquela noite era a luz do menino, a estrela do menino salvador. Mas apenas vê aquela estrela quem tem o coração aberto, pois não se trata de um astro qualquer. E com sua luz o menino atrai os pagãos de terras distantes, os magos, e assim aparece a missão de Cristo de Salvar toda a humanidade.



Se no dia 25 de Dezembro, ele foi adorado por pastores, membros do povo de Israel, agora ele é adorado pelos magos, pagãos que vem de longe para vê-lo. Por isso essa é a nossa festa, nós, que não somos filhos de Israel, fomos atraídos pelo menino. Toda a terra, toda a gente, viu a salvação do nosso Deus.

O menino que atraiu a todos de Israel com sua luz, agora se revela para todos os povos. Mais tarde dizendo:

Marcos 16:15-16

15. “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.”

16. “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.”

Através desta festa, somos novamente convidados a deixar sermos guiados pela luz do menino, e como os magos, saiamos ao encontro do Salvador. E voltemos cheios de alegria, por outro caminho, o caminho da conversão, de uma vida nova.

VIII. O Batismo do Senhor

O Batismo do Senhor (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

O Batismo do Senhor (Foto: Bing Imagens/Adaptação)

O Batismo do Senhor, a última das festas da manifestação do Senhor, realizada no domingo seguinte, retrata o momento em que o Deus enviado para o meio de nós é apresentado pelo Pai a Israel, ungindo-o com o Espírito Santo, em forma corporal de pomba.

“Este é o meu filho amado, no qual eu pus o meu bem querer”.

Embora a missão salvadora de Jesus comece com sua encarnação no ventre de Maria, e prossiga com seu nascimento, a mesma permanece oculta. Apenas após o momento de apresentação é que Jesus inicia a sua dura caminhada, com a missão pública de pregar e realizar milagres. Um caminho que terminará com sua morte e ressurreição.

E esta manifestação do Senhor, esta celebração, serve para abrirmos os nossos corações para acolhermos esse menino, esse Deus que nos foi enviado. Jesus que entra na fila dos pecadores para ser batizado, aquele que sem pecados toma pra si a nossa condição de pecador. Lavado na água, já antecipando quando será mergulhado na cruz, no sofrimento, para nos redimir, e criar uma humanidade nova.



IX. Batismo de João Batista e Sacramento do Batismo

O batismo mencionado anteriormente não é o Sacramento do Batismo, este que só pode existir depois da Ressurreição de Cristo, quando a água passa a ser símbolo do Espírito Santo.

Esse Batismo de João é como as cinzas de Quarta-feira de Cinzas. Um sinal de que eu me reconheço pecador (Jesus não tinha pecados, mas tomou para si os nossos), e quero caminhar num caminho de penitência para receber o Reino de Deus dado pelo Messias.

Lembre-se, Jesus Cristo entrou nessa caminhada sem precisar, buscando nos salvar, mostrando o tamanho da sua humildade. Como se fosse um prenúncio das dores da paixão.

X. Tempo do Natal

Viva bem este tempo de celebrações, entenda o verdadeiro significado do Natal. Compreenda que o sentido desta época do ano não está nos excessos, na folia, na bagunça, nos presentes. Isso é insignificante perto de tudo aquilo que realmente devemos valorizar. Seja grato pelo que Deus fez por nós, abra seu coração, e, principalmente, tenha a certeza que somente ele é capaz de nos guiar para o caminho da salvação.




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