5 Personagens Marcantes de “O Rico e Lázaro” (Foto: Google Imagens/Reprodução)

5 Personagens Marcantes de “O Rico e Lázaro”

Uma das histórias mais importantes e conhecidas vem sendo contada na novela “O Rico e Lázaro”. Partes do período em que Nabucodonosor conquistou diversas regiões, expandiu seu Império, e colocou sob seu domínio a grande Jerusalém. Desta invasão surgiu grandes surpresas, como os 4 hebreus, Daniel, Hananias, Misael e Azarias, que no futuro tornaram-se administradores da Babilônia.

Abaixo segue uma pequena lista com 5 importantes personagens desta história:



I. Rei Nabucodonosor

Rei Nabucodonosor (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Rei Nabucodonosor (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Nabucodonosor foi o rei mais poderoso do império babilônico. Conquistou o reino de Judá e destruiu Jerusalém. Reinou sobre a Babilônia durante mais de 40 anos e conquistou várias terras. Realizou muitas obras de construção na cidade de Babilônia, sendo “Os Jardins Suspensos da Babilônia” uma das mais impressionantes e conhecidas. Inúmeros documentos históricos contam sobre seus feitos e confirmam os relatos da Bíblia.

Capítulo terceiro do livro de Daniel onde são citados todos os acontecimentos na Planície de Dura. Desde a construção da estátua, o descumprimento do decreto assinado pelo rei por parte de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, até o momento em que os três são lançados na fornalha.

Daniel 3:1-30

1. O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro de vinte e sete metros de altura e dois metros e setenta centímetros de largura, e a ergueu na planície de Dura, na província da Babilônia.

2. Depois convocou os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os magistrados e todas as autoridades provinciais, para assistirem à dedicação da imagem que mandara erguer.

3. Assim todos eles, sátrapas, prefeitos, governadores, conselheiros, tesoureiros, juízes, magistrados e todas as autoridades provinciais se reuniram para a dedicação da imagem que o rei Nabucodonosor mandara erguer, e ficaram em pé diante dela.

4. Então o arauto proclamou em alta voz: Esta é a ordem que lhes é dada, ó homens de todas as nações, povos e línguas:

5. Quando ouvirem o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música, prostrem-se em terra e ado­rem a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor ergueu.

6. Quem não se prostrar em terra e não adorá-la será imediatamente atirado numa forna­lha em chamas.

7. Por isso, logo que ouviram o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério e de toda espécie de música, os homens de todas as nações, povos e línguas prostraram-se em terra e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor mandara erguer.

8. Nesse momento alguns astrólogos se aproximaram e denunciaram os judeus,

9. dizendo ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive para sempre!



10. Tu emitiste um decreto, ó rei, ordenando que todo aquele que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música se prostrasse em terra e adorasse a imagem de ouro,

11. e que todo aquele que não se prostrasse em terra e não a adorasse seria atirado numa fornalha em chamas.

12. Mas há alguns judeus que nomeaste para administrar a província da Babilônia, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que não te dão ouvidos, ó rei. Não prestam culto aos teus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandaste erguer.

13. Furioso, Nabucodonosor mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E assim que eles foram conduzidos à presença do rei,

14. Nabucodonosor lhes disse: É verdade, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vocês não prestam culto aos meus deuses nem adoram a imagem de ouro que mandei erguer?

15. Pois agora, quando vocês ouvirem o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música, se vocês se dispuserem a prostrar-se em terra e a adorar a imagem que eu fiz, será melhor para vocês. Mas, se não a adorarem, serão imediatamente atirados numa fornalha em chamas. E que deus poderá livrá-los das minhas mãos?

16. Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam ao rei: Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti.

17. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das tuas mãos, ó rei.

18. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos teus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer.

19. Nabucodonosor ficou tão furioso com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que o seu semblante mudou. Deu ordens para que a forna­lha fosse aquecida sete vezes mais que de costume

20. e ordenou que alguns dos soldados mais fortes do seu exército amarrassem Sadra­que, Mesaque e Abede-Nego e os atirassem na fornalha em chamas.

21. E os três homens, vesti­dos com seus mantos, calções, turbantes e outras roupas, foram amarrados e atirados na fornalha extraordinariamente quente.

22. A ordem do rei era urgente e a fornalha estava tão quente que as chamas mataram os soldados que levaram Sadraque, Mesaque e Abede-Nego,

23. e estes caíram amarrados dentro da fornalha em chamas.

24. Mas logo depois o rei Nabucodonosor, alar­mado, levantou-se e perguntou aos seus conse­lheiros: “Não foram três os homens amarrados que nós atiramos no fogo?” Eles responderam: “Sim, ó rei”.

25. E o rei exclamou: “Olhem! Estou vendo quatro homens, desamarrados e ilesos, andando pelo fogo, e o quarto se parece com um filho dos deuses”.

26. Então Nabucodonosor aproximou-se da entrada da fornalha em chamas e gritou: “Sadra­que, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saiam! Venham aqui!” E Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do fogo.

27. Os sátrapas, os prefeitos, os governadores e os conselheiros do rei se ajunta­ram em torno deles e comprovaram que o fogo não tinha ferido o corpo deles. Nem um só fio de cabelo tinha sido chamuscado, os seus man­tos não estavam queimados, e não havia cheiro de fogo neles.



28. Disse então Nabucodonosor: Louvado seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos! Eles confiaram nele, desafiaram a ordem do rei, preferindo abrir mão de sua vida a prestar culto e adorar a outro deus que não fosse o seu próprio Deus.

29. Por isso eu decreto que todo homem de qualquer povo, nação e língua que disser alguma coisa contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despe­daçado e sua casa seja transformada em montes de entulho, pois nenhum outro deus é capaz de livrar alguém dessa maneira.

30. Então o rei promoveu Sadraque, Mesa­que e Abede-Nego na província da Babilônia.

II. Daniel (Beltessazar)

Daniel/Beltessazar (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Daniel/Beltessazar (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Conhecido como um homem justo, que obedecia a Deus, quando cativo trabalhou para Nabucodonosor, governando e administrando o Império junto com seus amigos.


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Trecho do quinto livro de Daniel, nele é relatado o banquete dado por Belsazar para festejar com todos os nobres da Babilônia. Foi nesta ocasião que os objetos sagrados do Templo de Jerusalém – trazidos a cidade pelo Rei Nabucodonosor, e até então mantidos intocáveis – foram utilizados de forma desrespeitosa, enquanto todos que ali estavam faziam adorações aos falsos deuses.

Daniel 5:1-6

1. Certa vez o rei Belsazar deu um grande banquete para mil dos seus nobres, e com eles bebeu muito vinho.

2. Enquanto Belsazar bebia vinho, deu ordens para trazerem as taças de ouro e de prata que o seu predecessor, Nabuco­donosor, tinha tomado do templo de Jerusalém, para que o rei e os seus nobres, as suas mulheres e as suas concubinas bebessem nessas taças.

3. Então trouxeram as taças de ouro que tinham sido tomadas do templo de Deus em Jerusalém, e o rei e os seus nobres, as suas mulheres e as suas concubinas beberam nas taças.

4. Enquanto bebiam o vinho, louvavam os deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra.

5. Mas, de repente apareceram dedos de mão humana que começaram a escrever no reboco da parede, na parte mais iluminada do palácio real. O rei observou a mão enquanto ela escrevia.

6. Seu rosto ficou pálido, e ele ficou tão assustado que os seus joelhos batiam um no outro e as suas pernas vacilaram.



III. Profeta Jeremias

Profeta Jeremias (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Profeta Jeremias (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Jeremias foi um profeta que avisou sobre a destruição iminente de Judá durante os reinados dos últimos quatro reis de Judá. Ele foi rejeitado, desprezado e maltratado por transmitir a mensagem de Deus. Mas, no fim, as profecias de Jeremias se cumpriram.

Início do capítulo vinte do livro de Jeremias. Nele é descrito o momento em que o profeta é libertado do tronco e transmite ao falso sacerdote a mensagem de Deus a respeito do seu futuro, dos que o cercam, e de toda a Jerusalém.

Jeremias 20:1-6

1. Quando o sacerdote Pasur, filho de Imer, o mais alto oficial do templo do Senhor, ouviu Jeremias profetizando essas coisas,

2. mandou espancar o profeta e prendê-lo no tronco que havia junto à porta Superior de Benjamim, no templo do Senhor.

3. Na manhã seguinte, quando Pasur mandou soltá-lo do tronco, Jeremias lhe disse: O Senhor já não o chama Pasur, e sim Magor-Missabibe.

4. Pois assim diz o Senhor: “Farei de você um terror para si mesmo e para todos os seus amigos: você verá com os próprios olhos quando eles forem mortos à espada dos seus inimigos. Entregarei todo o povo de Judá nas mãos do rei da Babilônia, que os levará para a Babilônia e os matará à espada.

5. Eu entregarei nas mãos dos seus inimigos toda a riqueza desta cidade: toda a sua produção, todos os seus bens de valor e todos os tesouros dos reis de Judá. Levarão tudo como despojo para a Babilônia.

6. E você, Pasur, e todos os que vivem em sua casa irão para o exílio, para a Babilônia. Lá vocês morrerão e serão sepultados, você e todos os seus amigos a quem você tem profetizado mentiras”.

IV. Profeta Ezequiel

Profeta Ezequiel (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Profeta Ezequiel (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Ezequiel foi um dos grandes profetas israelitas. Seu ministério foi durante a época do exílio na Babilônia, uma fase muito difícil na história de Israel. No livro de Ezequiel, o profeta avisou sobre a destruição de Jerusalém, mas também anunciou a restauração do povo de Deus.

Capítulos dois e três do livro de Ezequiel. No capítulo dois é relatado o momento em que é revelado a Ezequiel que ele é um dos escolhidos para difundir a palavra do Senhor. Já no terceiro é mencionada o quão importante era a tarefa do profeta Ezequiel de transmitir a mensagem de Deus para o máximo de pessoas possível. Pois o julgamento final seria baseado nisso, em quem as ouviu e as seguiu, e também aqueles que ouviram, mas seguiram errando.

Ezequiel 2:1-10

1. Ele me disse: “Filho do homem, fique em pé, pois eu vou falar com você”.

2. Enquanto ele falava, o Espírito entrou em mim e me pôs em pé, e ouvi aquele que me falava.

3. Ele disse: Filho do homem, vou enviá-lo aos israelitas, nação rebelde que se revoltou contra mim; até hoje eles e os seus antepassados têm se revoltado contra mim.

4. O povo a quem vou enviá-lo é obstinado e rebelde. Diga-lhe: Assim diz o Soberano, o Senhor.

5. E, quer aquela nação rebelde ouça, quer deixe de ouvir, saberá que um profeta esteve no meio dela.



6. E você, filho do homem, não tenha medo dessa gente nem das suas palavras. Não tenha medo, ainda que o cerquem espinheiros e você viva entre escor­piões. Não tenha medo do que disserem, nem fique apavorado ao vê-los, embora sejam uma nação rebelde.

7. Você lhes falará as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.

8. Mas você, filho do homem, ouça o que lhe digo. Não seja rebelde como aquela nação; abra a boca e coma o que vou lhe dar.

9. Então olhei, e vi a mão de alguém estendida para mim. Nela estava o rolo de um livro,

10. que ele desenrolou dian­te de mim. Em ambos os lados do rolo estavam escritas palavras de lamento, pranto e ais.

Ezequiel 3:1-27

1. E ele me disse: “Filho do homem, coma este rolo; depois vá falar à nação de Israel”.

2. Eu abri a boca, e ele me deu o rolo para eu comer.

3. E acrescentou: “Filho do homem, coma este rolo que estou lhe dando e encha o seu estômago com ele”. Então eu o comi, e em minha boca era doce como mel.

4. Depois ele me disse: Filho do homem, vá agora à nação de Israel e diga-lhe as minhas palavras.

5. Você não está sendo enviado a um povo de fala obscura e de língua difícil, mas à nação de Israel;

6. não irá a muitos povos de fala obscura e de língua difícil, cujas palavras você não conseguiria entender. Certamente, se eu o enviasse, eles o ouviriam.

7. Mas a nação de Israel não vai querer ouvi-lo porque não quer me ouvir, pois toda a nação de Israel está endurecida e obstinada.

8. Porém eu tornarei você tão inflexível e endurecido quanto eles.

9. Tornarei a sua testa como a mais dura das pedras, mais dura que a pederneira. Não tenha medo deles, nem fique apavorado ao vê-los, embora sejam uma nação rebelde.

10. E continuou: Filho do homem, ouça atentamente e guarde no coração todas as palavras que eu lhe disser.

11. Vá agora aos seus compatriotas que estão no exílio e fale com eles. Diga-lhes, quer ouçam quer deixem de ouvir: Assim diz o Soberano, o Senhor.

12. Depois o Espírito elevou-me, e ouvi esta estrondosa aclamação: “Que a glória do Senhor seja louvada em sua habitação!”

13. E ouvi o som das asas dos seres viventes roçando umas nas outras e, atrás deles, o som das rodas — um forte estrondo!

14. Então o Espírito elevou-me e tirou-me de lá, com o meu espírito cheio de amar­gura e de ira, e com a forte mão do Senhor sobre mim.

15. Fui aos exilados que moravam em Tel-Abibe, perto do rio Quebar. Sete dias fiquei lá entre eles — atônito!

16. Ao fim dos sete dias a palavra do Senhor veio a mim:

17. “Filho do homem”, disse ele, “eu o fiz sentinela para a nação de Israel; por isso ouça a palavra que digo e leve a eles a minha advertência.



18. Quan­do eu disser a um ímpio que ele vai morrer, e você não o advertir nem lhe falar para dissuadi-lo dos seus maus caminhos para salvar a vida dele, aque­le ímpio mor­rerá por sua iniqüidade; mas para mim você será responsável pela morte dele.

19. Se, porém, você advertir o ímpio e ele não se desviar de sua impiedade ou dos seus maus caminhos, ele morrerá por sua iniqüidade, mas você estará livre dessa culpa.

20. Da mesma forma, quando um justo se desviar de sua justiça e fizer o mal, e eu puser uma pedra de tropeço diante dele, ele morrerá. Uma vez que você não o advertiu, ele morrerá pelo pecado que cometeu. As práticas justas dele não serão lembradas; para mim, porém, você será responsável pela morte dele.

21. Se, porém, você advertir o justo e ele não pecar, certamente ele viverá porque aceitou a advertência, e você estará livre dessa culpa.

22. A mão do Senhor esteve ali sobre mim, e ele me disse: “Levante-se e vá para a planície, e lá falarei com você”.

23. Então me levantei e fui para a planície. E lá estava a glória do Senhor, glória como a que eu tinha visto junto ao rio Quebar. Prostrei-me com o rosto em terra,

24. mas o Espírito entrou em mim e me pôs em pé. Ele me disse: Vá para casa e tranque-se.

25. Pois você, filho do homem, será amarrado com cordas; você ficará preso, e não conseguirá sair para o meio do povo.

26. Fa­rei sua língua apegar-se ao céu da boca para que você fique calado e não possa repreendê-los, embora sejam uma nação rebelde.

27. Mas, quando eu falar com você, abrirei sua boca e você lhes dirá: Assim diz o Soberano, o Senhor. Quem ­quiser ouvir ouça, e quem não quiser não ouça; pois são uma nação rebelde.



V. Belsazar (Baltazar)

Belsazar/Baltazar (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Belsazar/Baltazar (Foto: Google Imagens/Reprodução)

Belsazar foi o último rei da Babilônia, antes de sua conquista pelos persas. O profeta Daniel condenou (interpretando a mensagem do Senhor marcada na parede) Belsazar por sua idolatria e irreverência para com Deus.

Parte do capítulo quinto de Daniel. Nesta ocasião é retratado o desespero do então Rei Belsazar – que nunca reinou sozinho, seu pai era o verdadeiro rei, mas afastado da Babilônia deixou as decisões na mão do seu filho – em busca de respostas para as palavras que foram escritas na parede da sala do trono. Nenhum dos sábios do reino foi capaz de decifrar a mensagem. No entanto, sua mãe lembrou-se de um homem. Sim, Daniel.

Daniel 5:7-31

7. Aos gritos, o rei mandou chamar os encan­tadores, os astrólogos e os adivinhos e disse a esses sábios da Babilônia: “Aquele que ler essa inscrição e interpretá-la, revelando-me o seu significado, vestirá um manto vermelho, terá uma corrente de ouro no pescoço, e será o terceiro em importância no governo do reino”.

8. Todos os sábios do rei vieram, mas não conseguiram ler a inscrição nem dizer ao rei o seu significado.

9. Diante disso o rei Belsazar ficou ainda mais aterrorizado e o seu rosto, mais pálido. Seus nobres estavam alarmados.

10. Tendo a rainha ouvido os gritos do rei e dos seus nobres, entrou na sala do banquete e disse: Ó rei, vive para sempre! Não fiques assustado nem tão pálido!

11. Existe um homem em teu reino que possui o espírito dos santos deuses. Na época do teu predecessor verificou-se que ele era um iluminado e tinha inteligência e sabe­doria como a dos deuses. O rei Nabucodonosor, teu predecessor — sim, o teu predecessor — o nomeou chefe dos magos, dos encantadores, dos astrólogos e dos adivinhos.

12. Verificou-se que esse homem, Daniel, a quem o rei dera o nome de Beltessazar, tinha inteligência extraordinária e também a capacidade de interpretar sonhos e resolver enigmas e mistérios. Manda chamar Daniel, e ele te dará o significado da escrita.

13. Assim Daniel foi levado à presença do rei, que lhe disse: Você é Daniel, um dos exilados que meu pai, o rei, trouxe de Judá?

14. Soube que o espírito dos deuses está em você e que você é um iluminado e que tem inteligência e uma sabedoria fora do comum.

15. Trouxeram os sábios e os encantadores à minha presença para lerem essa inscrição e me dizerem o seu significado, porém eles não o conseguiram.

16. Mas eu soube que você é capaz de dar interpretações e de resolver mistérios. Se você puder ler essa inscrição e dizer-me o que significa, você será vestido com um manto vermelho e terá uma corrente de ouro no pesco­ço, e será o terceiro em importância no governo do reino.

17. Então Daniel respondeu ao rei: Podes guardar os teus presentes para ti mesmo e dar as tuas recompensas a algum outro. No entanto, lerei a inscrição para o rei e lhe direi o seu significado.

18. Ó rei, foi a Nabucodonosor, teu predecessor, que o Deus Altíssimo deu soberania, grandeza, glória e majestade.

19. Devido à alta posição que Deus lhe concedeu, homens de todas as nações, povos e línguas tremiam diante dele e o temiam. A quem o rei queria matar, matava; a quem queria poupar, poupava; a quem queria promover, promovia; e a quem queria humilhar, humilhava.



20. No entanto, quando o seu coração se tornou arrogante e endurecido por causa do orgulho, ele foi deposto de seu trono real e despojado da sua glória.

21. Foi expulso do meio dos homens e sua mente ficou como a de um animal; passou a viver com os jumentos selvagens e a comer capim como os bois; e o seu corpo se molhava com o orvalho do céu, até reconhecer que o Deus Altíssimo domina sobre os reinos dos homens e coloca no poder a quem ele quer.

22. Mas tu, Belsazar, seu sucessor, não te humilhaste, embora soubesses de tudo isso.

23. Ao contrário, te exaltaste acima do Senhor dos céus. Mandaste trazer as taças do templo do Senhor para que nelas bebessem tu, os teus nobres, as tuas mulheres e as tuas concu­binas. Louvaste os deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não podem ver nem ouvir nem entender. Mas não glorificaste o Deus que sustenta em suas mãos a tua vida e todos os teus caminhos.

24. Por isso ele enviou a mão que escreveu as palavras da inscri­ção.

25. Esta é a inscrição que foi feita: MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM.

26. E este é o significado dessas palavras: Mene: Deus contou os dias do teu reinado e determinou o seu fim.

27. Tequel: Foste pesado na balança e achado em falta.

28. Peres: Teu reino foi dividido e entregue aos medos e persas.

29. Então, por ordem de Belsazar, vestiram Daniel com um manto vermelho, puseram-lhe uma corrente de ouro no pescoço, e o proclama­ram o terceiro em importância no governo do reino.

30. Naquela mesma noite Belsazar, rei dos babilônios, foi morto,

31. e Dario, o medo, apoderou-se do reino, com a idade de sessenta e dois anos.


Os capítulos da Bíblia apresentados acima são da versão “Nova Versão Internacional – NVI”.

Atualizado em: 08/01/2018.




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