Chespirito, o “pequeno” Shakespeare

Chespirito, o pequeno Shakespeare

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Homenagem ao gênio

Roberto Gómez Bolaños recebeu no dia vinte e nove de fevereiro uma homenagem intitulada América Celebra Chespirito. Esta homenagem teve início no final do ano passado com celebrações por todos os países da América Latina e Estados Unidos.

A Televisa montou um site exclusivo para transmitir as demonstrações de carinho que chegavam de todos os países convidados para participar desta grande celebração.

Participação no evento

Chespirito tem evitado aparecer em programas de televisão e/ou entrevistas devido a sua saúde estar um pouco debilitada, e para não deixar seus admiradores e fãs tristes prefere ficar afastado das câmeras.  

Por esta ter sido uma ocasião muito especial, e mesmo respirando com auxílio de aparelho (em certo momento ele fez uma brincadeira com Florinda, que sem querer acabou sentando na mangueira do aparelho) Roberto deu a sua legião de fãs a alegria e também o privilégio de poder vê-lo novamente.

O evento também contou com a participação dos atores Rubén Aguirre (professor Girafales), Florinda Meza (dona Florinda) e Édgar Vivar (senhor Barriga).

Infelizmente devido a uma disputa pelos direitos dos personagens Chiquinha e Quico, os respectivos atores, Maria Antonieta de las Nieves e Carlos Villagran não foram convidados para o evento.

Personagens e seus ensinamentos

Chespirito sempre buscou um humor limpo, sincero, honesto e simples, sem precisar ofender ou magoar as pessoas. Passou horas e horas escrevendo e criando personagens que acrescentassem algo na vida dos telespectadores, para transmitir em cada episódio um sentimento, uma emoção, um ensinamento diferente.

Como não se emocionar ao ver o Chaves dividindo os sanduíches conseguidos na festa de aniversário do Quico com o senhor Madruga, e seu Madruga dividindo o refresco com o Chaves. Aprender a compartilhar as nossas coisas, não importa se temos pouco ou muito, o importante é saber compartilhar o que temos. Ajudar as pessoas, colaborar sempre de alguma forma, pois com pequenos gestos podemos fazer grandes coisas.

Seu Madruga assumindo a culpa no caso da venda dos churros para defender o pobre do Chaves e dona Florinda dizendo sentir orgulho por ter um vizinho como ele.

As pessoas boas devem amar os seus inimigos. Dona Florinda mostrando mais uma vez sua alegria por ter um homem como seu Madruga de vizinho.

Chaves escrevendo uma carta para seu melhor amigo por tê-lo convidado para tomar café em sua humilde casa. Dona Florinda com seu bom coração o convidando para jantar em sua residência.

Chaves rezando para que o ladrão da vila mudasse, se arrepende-se de seus crimes e se torna-se “bonzinho”.

Seu Barriga inventando uma desculpa sobre uma luta de boxe em que seu Madruga acabou saindo derrotado, tudo para não precisar cumprir sua promessa de despejar ele e sua filha Chiquinha.

Chapolin no episódio Buffallo Bill, em que o índio tenta matar o caçador com seu arco e flecha. Chapolin menciona que ninguém tem o direito de tirar a vida de uma pessoa, pois não somos nós que julgamos ou decidimos qual pessoa é boa ou ruim.

A velho louco que queria ser o Chapolin Colorado para se tornar alguém importante, e este com sábias palavras explica que todos somos importantes, independente da profissão.

Episódio do ladrão de alimentos, onde Chapolin ao invés de repreendê-lo, prepara um prato de comida para o pobre homem.

Poderia ficar horas escrevendo o quão bom este jovem homem é para nós, seja com seus personagens ou pela lição de vida que ele nos dá em cada uma das poucas entrevistas que ele concede.

Jovem sim, pois apesar da idade ele carrega consigo seu principal pensamento, que a pessoa sempre será jovem em quanto o coração assim quiser. Não podemos esquecer jamais de brincar, de ser feliz, de fazer o bem sem olhar a quem.

Obrigado Chespirito

Seja pelos ensinamentos, pelas lições de vida, pelo humor simples baseado no dia a dia de um menino pobre, o fato é que o encanto criado por este homem de pequena estatura, mas de coração com tamanho incalculável jamais acabará.

Por mais que decoremos as falas e os episódios, parece que a cada vez que é reprisado se torna único, inédito, capaz de nos fazer rir da mesma maneira que rimos quando o assistimos pela primeira vez.

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